Dr. Mauro Passos

CRM 9733-GO - 12811-DF

  
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CARDIOVERSÃO ELÉTRICA SINCRONIZADA ELETIVA

A cardioversão elétrica é um procedimento na maioria das vezes eletivo, em que se aplica o choque elétrico de maneira SINCRONIZADA, ou seja, o paciente deve estar monitorado no cardioversor e este deve estar com o botão de sincronismo ativado, pois a descarga elétrica é liberada na onda R, ou seja, no período refratário. Um cuidado importante no momento da desfibrilação, é checar se o botão de sincronismo está DESATIVADO, pois como em situações de FV/TV não temos o registro de onda R e se o aparelho estiver programado para cardioverter, o choque não será administrado.

Indicações: a cardioversão elétrica está indicada nas situações de taquiarritmias como a fibrilação atrial (FA), flutter atrial, taquicardia paroxística supraventricular e taquicardias com complexo largo e com pulso.

O módulo Cardioversão está embutido no aparelho de desfibrilador. A diferença é que para se ter a modalidade de cardioversão elétrica, deve-se acionar o botão de SINCRONISMO do aparelho e manter o paciente monitorado nele.

Trataremos, neste tópico, da FIBRILAÇÃO ATRIAL (e do FLUTTER ATRIAL). Antes de proceder à cardioversão, a estratégia de anticoagulação deve ser respeitada. Se houver necessidade prévia de anticoagulante oral por 3-4 semanas, o paciente pode receber alta e, após este período, retornar para cardioverter.

A cardioversão realizada com carga elétrica é mais eficaz do que os antiarrítmicos isoladamente, com uma taxa de sucesso em torno de 60-70%. Porém, a chance de reversão aumenta sobremaneira se a cardioversão elétrica for tentada após a administração de alguns antiarrítmicos (amiodarona, sotalol ou ibutilida), aproximando-se a 100% em alguns estudos.

Preparo "pré-cardioversão: o paciente deve estar em jejum por no mínimo 4h e, de preferência, estabilizado quanto aos seus eletrólitos (potássio e magnésio) e oximetria. O material para reanimação deve estar ao lado. A sedação geralmente é utilizada midazolam ou propofol. Alguns utilizam o etomidato (hipnótico de curtíssima ação). A via aérea deve ser mantida aberta e se necessário, o paciente deve ser oxigenado e ventilado com máscara-Ambu.

Cardioversor em modo monitor mostrando ritmo de fibrilação atrial.

Procedimento de aplicação do choque - cardioversão elétrica sincronizada. Paciente sedado.

Cardioversor em modo monitor mostrando reversão do ritmo de fibrilação atrial para o sinusal regular (fisiológico)